13 de jul de 2010

Os Caminhos

|Por Júlio Lázaro Torma

    Passando a ilusão da Copa do Mundo,voltamos ao ritmo normal da nossa vida diária e os seus problemas.
   Esta semana que passou foi marcada por dois fatos envolvendo a juventude,o retiro da PJ ( Pastoral da Juventude),da diocese de Pelotas( RS),na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida no Bairro Simões Lopes em Pelotas( RS),que reuniu 23 jovens e a morte de um jovem  conhecido da vila a onde moro.
  O retiro teve como tema: " Juventude projeto de vida e missão" e o lema: " Escrevendo a nossa história com muita reza,muita festa em marcha contra a violência !"
  Os acontecimentos nos chama a refletir sobre os dois caminhos trilhados pela a nossa juventude,um que leva a vida e a outra que os leva a morte. A participação dos jovens em grupos e movimentos e o extermínio de jovens.
  Se olharmos sobre a participação de jovens em grupos de jovens  nas comunidades,pastorais, igrejas, religiões, sindicatos,movimentos sociais rurais e urbanos,ongs,grupos folclóricos,movimento estudantil e de partidos políticos,podemos afirmar que chegam há 1%, os outros 99% estão vulneráveis aos apelos da sociedade de consumo e da deliquencia.
  Numa pesquisa realizada numa cidade da Itália, afirmava que jovens que participavam de grupos folcloricos,sociais e religiosos não se envolviam com o crime e nem com o consumo de drogas.
  O jovem em questão caiu nos apelos da vida fácil da sociedade consumista,que tem levado milhares de jovens ao caminho da deliquencia, como forma de conseguir aquilo que seus familiares e eles próprios não conseguem a obter. Diante da conquista do imediatismo muitos jovens são levados a cair na prostituição,drogas e no crime organizado.
   Muitas vezes levados e induzidos por pessoas de má indole,que lhes apresentam uma falsa amizade,interessera ,oportunista e ocasional,que na hora de dor e de perigo caem fora. Tais amizades levaram este jovem a morte,como as de milhares de jovens que são exterminados diariamente.
  Com estes jovens são exterminados também os familiares pela dor,tristeza e estigmatizados pela sociedade que os cercam.
  Os maus caminhos,companhias,levam os jovens a morte e a cadeia,muitos acabam mortos após sair dos presidios  e das casas de correção socio-educativo;contaminados por doenças como o virus HIV,tuberculose e outras visto que o seu organismo não tem mais resistencias.
  Quando falece estes jovens onde estão os amigos de ocasião,que os levarão ao erro?, o traficante,chefe da quadrilha,onde está?, ajudam a familia na despeza do funeral?, consolam os familiares ou participam deste momento de dor e de luto?. Claro que não e inventam estórias para não comparecer,como questão de segurança e de que não os conhece.
  Nesta hora o jovem é uma peça descartavel,de um exercito de reserva,que não tem serventia,há não ser naquele momento em que dava resultados aos seus interesses financeiros praticando a rapina.
   Eis que se fala em redução da idade penal,para conter os altos indices de criminalidade,a redução da idade penal é um insentivo ao crime e para quem se beneficia dele.O estado gasta rios de dinheiro em construir e manter presidios, casas de recuperação e em clinicas para a recuperação de viciados em crack e oputras drogas.
  Deve se insentivar, apoiar e estimular os jovens a formar e participar de grupos de jovens nas comunidades, igrejas, religiões,cooperativas, associações, ongs( de ajuda humanitaria e ambientalistas), movimentos sociais,estudantis, grupos folcloricos e em partidos que defendem e promovam a vida. Pois os jovens e adolescentes que pareticipam de organizações da sociedade civil, não vão cair no erro e nem nas garras dos dragões da sociedade, de consumo. Nenhum jovem ou adolescente que participa ou participou de grupos de jovens caiu nas garras do crime organizado.
  A sociedade tem só dois caminhos a escolher para trilhar e mostrar aos seus jovens e adolescentes,um que é a participação em organizações da sociedade civil, que se faz com alegria da festa e da reza como propõe a Pastoral da Juventude e outras organizações e o outro o da violência, tristeza como querem os dragões da sociedade.
  Se houver maior participação da juventude em organizações não será preciso do estado gastar rios de dinheiro em construção de presidios,casas de recuperação,e nem na sua manutenção,como não haverá choros e prantos de familiares.
  O Papa Bento XVI no seu encontro com jovens na Praça de São Pedro lhes falava:
  " A vida não se joga fora e nem deve ser vivida sem perspectiva,porque Deus tem um projeto para cada um de nós".
   Este é o desafio lançado a toda a sociedade, principalmente aos presbiteros, bispos, pastores, lideres religiosos,lideres populares, educadores, pais e políticos de apoiare estimular a organização dos jovens e salvar a especie humana e o seu futuro.

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