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27 de jan. de 2012

10º ENPJ

Pra quem já teve a experiência de andar de avião sabe que o animo para
fazer uma viagem longa de ônibus é pouco, mas animado pela vontade de
participar do 10º ENPJ é que viajei junto com Victor e Fran
representando a arquidiocese de Pelotas e a paróquia Santa Tecla que
mesmo desligado da base, deste chão, não tem como se esquecer desta
árvore, afinal sou fruto deste campo.
Já pelo caminho consegui sentir o cheiro de pastoral da juventude,
partilhando vivências com amigos, irmãos e desconhecidos. Após 26
horas de viagem pisei nas terras onde de 8 a 15 de janeiro seria a
casa da juventude pejoteira, Maringá, cidade pensada e rica situada no
norte de um estado povoado por brasileiros de diversas localidades
deste vasto Brasil.
Na chegada no seminário arquidiocesano Bom Pastor um grupo de
desconhecido cantava alegremente saudando gaúchos e gauchas delegados
(as) do regional sul III. Após o almoço, descanso da viagem o povo que
a todo o momento chegavam de algum lugar deste país iam se organizando
para se deslocar até o centro da cidade para a missa de abertura na
Catedral Nossa Senhora da Glória, monumento de 114 m de altura, o
segundo monumento mais alto da America do sul, com a forma de um cone
que é possível avistá-la de longe rodeado por um parque que aos finais
de semana é habitado por juventudes fumando narguilé e fazendo
piquenique com suas famílias, namorado (as) e amigos.
A abertura do 10º Encontro não poderia ter sido mais bonita, juventude
com a bandeira dos seus estados iam tomando conta daquele espaço que
naquele momento era dos jovens e das jovens, filhos e filhas do Deus
vivo, libertador.
No Segundo dia do encontro no dia 09 de janeiro logo pela manha, às
06:30 missa seguida do café e depois da reza do oficio, logo após o
rito de passagem do 9º ENPJ para o 10º aconteceu de forma simbólica
pela troca de banner, seguida por uma mesa de abertura que gerou
reflexão e discussão sobre o posicionamento do prefeito da cidade que
disse que nem todos somos filhos e filhas de Deus.
À tarde com a assessoria do tema “Somos Igreja Jovem em um mundo de
mudanças e Somos Igreja Jovem – A Juventude na Vida da Igreja”
refletimos qual o papel dos jovens e das jovens neste cenário. Para
finalizar o dia, junto com a assessoria do CEBI rezamos a leitura
Orante.
Na terça após tomar o café da manha, rezar o oficio a juventude divido
em grupos fomos ocupar as terras roxas do Paraná para sair em missão.
Pra mim um dos momentos mais marcante. Tive a oportunidade de ir a um
asilo e estar com pessoas com mais idade, ouvi-las e de certa forma
sofrer um pouco com elas, viver isso foi diferente. Diferente, pois na
missão jovem, mesmos nas condições mais difíceis você ainda consegue
pular, cantar nego nagô, animar a juventude e neste espaço as músicas
era outras, oração da família, Maria de Nazaré, mas que envolvia da
mesma maneira.
Na quarta a reflexão na plenária foi sobre a “Revitalização da PJ”
qual nossa identidade e como dialogar com o novo, como ser igreja
jovem? A noite foi à festa da partilha onde cada estado pode embalar a
noite da juventude com sua comida típica, forma de se vestir e música.
Foi um momento de descontração e aquisição de experiência. Olha, desta
festa sai com a certeza de que o gaucho é um dos poucos estados que
dançam desde músicas tradicionalista, até o frevo de Olinda, o funk e
o samba do Rio, o axé da Bahia. Poder degustar a cachaça cearense, a
tapioca, pamonha, queijo de Minas, Caju, foi incrível.
Na quinta foi o dia de conhecer Maringá, sobre a chuva depois de dias
com imenso calor fomos aos principais pontos turísticos da cidade
(primeira Igreja Católica da cidade, templo budista, teatro,
shopping). Senti a falta de andar pela periferia, apesar de ser uma
cidade planejada e de classe média deve ter localidades menos
privilegiadas e o povo de Maringá se esqueceu de apresentar aos jovens
e as jovens participantes do encontro nacional esse público.
O encerramento do quinto dia no encontro nacional foi com a festa
“Vida pejoteira” onde a gurizada de todo o Brasil pode se apresentar
entre esquetes de teatro, música e dança.
Na sexta – feira o coração já começou a apertar, pois o encontro
nacional estava se aproximando do final. Logo pela manhã participei
junto com o Rafa de São Paulo da mística de lançamento do novo
subsídio da PJ, fizemos uma intervenção vestidos de palhaços fazendo
clown, ver o pessoal rindo foi bonito. Em algum dia, não me recordo
qual, participei do oficio na aclamação da palavra fazendo swing poi ,
foi bonito também.
O dia foi de reflexão em pequenos grupos, conversas sobre os projetos
nacionais. A noite aconteceu a celebração dos mártires.
No sábado, sétimo e último dia do 10º ENPJ foi o momento de avaliação
do encontro e preparação do encerramento com a missa de envio, a
marcha e o show. Durante todo o encontro diversas foram as vezes que a
mídia estava por lá para fazer registro e neste dia fiz uma fala pra
filiada da Rede Globo no Paraná do qual pelo celular acompanhamos à
tardinha.
Poder conhecer jovens que a tempo mantinha contado pelas redes
sociais, abraçar aqueles que conheci no FSM em 2010, beijar Hildete,
ver Hilário, olhar nos olhos de Thiesco, sentir o cheiro de pessoas
especiais, foi incrível. Difícil encontrar palavras adequadas para
partilhar cada momento vivido.
“Saio” deste encontro renovado, lembrando da certeza que tenho pela
luta juvenil e amor que sinto por cada jovem. De ocupar os lugares que
por direito são meu, da juventude. De se voltar para a base (não só em
um discurso simplista), mas de ver a gurizada fazer acontecer e fazer
ecoar os sonhos. Outro momento importante que aconteceu e que rendera
frutos e articulação que nasceu de forma espontânea dos e das
artistas. Queremos fazer a reflexão, de que forma a pastoral da
juventude está se apropriando da arte para auxiliar no trabalho do
protagonismo juvenil? Quem são esses sujeitos que vivem e caminham
através da arte? Encontrei um lugar que irá trazer um tempero a mais
pra minha caminhada, um gosto diferente, um gosto bom.
Devem perceber que sobre os momentos de oração e místicas não
partilhei muito, pois bem, não consigo expressar... Foi incrível,
verdadeiro e pé no chão... Lindo.

Amém, axé, awerê, aleluia, uai, tche, oxente!

31 de out. de 2010

A essência de ser pejoteiro


Como é ser pejoteiro? No que devemos acreditar? Como devemos levar a vida? Qual deve ser nossa aparência? O que nos move? As respostas para essas perguntas vêm ao longo do tempo, quanto mais engajados na causa inicial que é anunciar Cristo vamo-nos “moldando” e aprendendo, vamos descobrindo novos sonhos, jeito diferente de viver, de ser comprometidos com a verdade, com a igreja, com a sociedade, afinal são os meios nos quais estamos inseridos.
 A cada passo dado a certeza de que o caminho a trilhar está sustentando nossas sandálias, que ora as correias estão limpas, bonitas de momentos alegres que pisamos, ora recebe o sangue que escorre do pé machucado que caminha sobre o ódio, incoerência, desigualdade, falta de respeito com os próprios irmãos.
Pejoteiro é aquele que tem uma vida em grupo? Participa de organizações que deveriam animar, mas causam morte, dor e sofrimento? Que usam estes espaços para status? Também, mas é pejoteiro aquele que também fica na retaguarda sempre pronto acudir quando necessário, seja na mão-de-obra, um conselho, uma fala sobre formação, afinal foste alguém com uma experiência impar, um jovem, e digo que até agora foi o único que eu conheci que conseguiu viver plenamente a vida religiosa, política e particular verdadeiramente conciliando-as sem que uma anulasse a outra.
 Foste um pejoteiro verdadeiro, um pejoteiro que não fez opção, mas um jovem que na sua fala e ações mostrava um carinho enorme por essa tal Pastoral da Juventude. Sei que nossa igreja em geral foi muito preconceituosa pela vida que levavas, não deu valor, mas com certeza para aqueles que você esteve próximo acabou conquistando, ganhando o coração, presente mais lindo que esse é impossível de se ganhar, pois é nele que fica registrado toda a nossa trajetória. Deste teu coração pra muita gente também, tenha certeza, onde você estiver, agora que realizaste a páscoa, que pra nós, da Pastoral da Juventude ter ganhado tua presença, teu sorriso é animo para seguir em frente, sempre tomando teu exemplo de vida para seguir, anunciando a Cristo, militando na sociedade, lutando pelos direitos para poder ser bastante feliz.
 Não só a PJ, mas também as CEBs, Pastoral da Criança, Setor da Juventude agradece tua presença, mesmo que tenha sido breve.
André um dia estaremos todos juntos, reunidos no reino de Deus.

Douglas Santos

19 de out. de 2009

Luana <:D

Para escrever uma história que há 3 anos vem sendo escrita é preciso de muito papel e tinta de caneta.
Uma história que muitos achavam que não ia dar certo, alguns ainda acham e quanto as nossas opiniões, somos teimosos pq continuamos tentando, acho que seria melhor dizer assim "somos brasileiros e pejoteiros e não desistimos nunca" :D
As descobertas, os bons momentos, as brigas, caras feias, os cheiros, são lembranças que sempre levarei comigo.
  • Quem diria que aquela menina altista que me comprimentou com um beijo no rosto no final de uma apresentação de dança seria hoje minha amigona?
  • Quem diria que aquela menina que mesmo não tendo nenhum sentimento ficava comigo e na falta de assunto disfarçava olhando para os lados hoje seria minha companheira?
  • Quem diria que aquela menina ao se irritar comigo era capaz de fazer qualquer coisa desde me ignorar até ficar de conversinhas hoje seria meu ombro amigo onde eu posso me curvar e chorar?
  • Quem diria que você se juntaria comigo para juntos lutarmos por um mundo mais justo e mais fraternos e com essa aproximação nos tornariamos namorados?

Tudo na vida acontece aos poucos, vai ver é por isso que namoramos 12 horas, depois 1 semana, depois 1 mês... :P

Nesta "brincadeira" estamos juntos à 3 anos passando por bonitos momentos mas por poucas e boas também, não é verdade?

Foi nos momentos de maior dor para ambos que percebi o quanto você é essencial na minha vida, hoje eu fiz uma opção por não pensar muito no amanha, mas mesmo que o destino nos prepare caminhos diferentes quero-te sempre por perto...

Você já se mostrou uma pessoa carinhosa, inteligente e que tem um baita coração e quando foi preciso soube me ouvir e sem julgar sobre me orientar.

Conte sempre comigo, pois aqui você vai poder encontrar um amigão, companheiro, ombro amigo e um namorado.

Quando escrevemos algo damos prioridades para as qualidades, mas não te esqueça que você não é perfeita... fica fazendo barulhinho com a boca, me contrariando e outras coisas mais.

Me desculpe pelas vezes que não me comportei como verdadeiro amigo, como verdadeiro namorado, mas eu também não sou perfeito [apesar de estar chegando perto da perfeição :P ].

Só queria deixar registrado hoje [14/10/2009] que faz 3 mêses de namoro e 3 anos do 1º beijo a pessoa maravilhosa que você é...

Te gosto de montão, assim como gosto de coca-cola :D

"Como arroz é feijão a perfeita combinação, a soma de duas metades"

20 de jun. de 2009

Desabafo e amor!

Amigos e amigas, tudo que se diga é de menos. Deixa que diga, contudo, um pouco das minhas lágrimas. Fazia tempo que não chorava tão profundo... O dia todo, de espaço em espaço... Choro duplo: por Gisley amigo, dedicado, querido, lutador... e por esta juventude que faz esse tipo de coisas. Falta muita coisa por ser feita... Mesmo que nos matem... É verdade que somos doidos encantados pela juventude! E não só a juventude boazinha, que reza, que faz coisocas... Por esta juventude que mata porque não foi amada... Uma juventude que nem sabe que é amada. A grande criminosa é a sociedade que não se ama e, por isso, produz estes frutos que a gente, neste momento, só pode chorar. Infelizmente também nós, também a Igreja, também a Pastoral da Juventude é culpada por esta crueldade. Eles que pareciam estar tão longe, de repente entram em nossa casa... Vontade de abraçar estes meninos e dizer: "Menino! nós te queremos bem..." Mas eles vão sofrer... Provavelmente vão ser mortos também. Que desgraceira! E fico pensando em D. José Mauro, o mártir do Documento sobre a evangelização da Juventude. E fico olhando, agora, para o amigo Gisley, mártir daquilo que deveríamos ter começado há muito tempo deixando querelas bobas em vez de irmos ao encontro desses que precisam de nosso afeto. P. Hilário Dick S.J. 16 de junho de 2009
Faço das palavras dela as minhas!
A morte do Pe. Gisley nos pegou de surpresa... Sabemos da importância que um referencial como ele tem na construção de um projeto com e para a juventude de nosso país e de nossa igreja. Ao passo que as PJs de todo o país entram em um momento de reflexão sobre a violência contra a juventude, sua morte pela mão de jovens serve com um alerta. Será comum ouvir daqueles que tem um descrédito na juventude a idéia de que os jovens são realmente os atores da violência, e não vitímas dela, e talvez alguns mais ardilosos usem o fato de o Pe. Gisley trabalhar justamente a questão da violência contra o jovem, e morrer por um ato violento praticado por estes a quem tanto ama, como forma de provar destas teorias torpes e bêbadas.Porém, a verdade é que este fato demonstra o quanto nosso jovem está desprotegido e a mercê da violência, reproduzindo assim, contra alguém que luta em favor deles, tudo aquilo que sofe em seu dia a dia por aqueles que não respeitam o Divino de cada pessoa. É bem provável que aqueles que mataram o Pe. Gisley nem sequer saibam quem ele era e muito menos a maneira como vinha desenvolvendo seu trabalho pró juventude. Embora toda a revolta que possa estar queimando no coração dos jovens das PJs, é importante não esquecermos do que nos move, que é o amor pela a juventude. Acusar estes jovens de vagabundos ou coisas piores é trair o discurso que defendemos, e ao mesmo tempo trair a memória do Pe.Gisley. Devemos sim pedir por justiça, no seu sentido pleno.Precisamos, mais do que nunca, lutar por justiça, paz e segurança!
Edivane
Diocese de Passo Fundo!